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Mauritânia: Os peregrinos do mar são negros e pobres
Oitocentos quilómetros separam a Mauritânia das Canárias e todos os anos são percorridos por milhares de emigrantes clandestinos em busca do que pensam ser o paraíso: a Europa. Para eles, a distância é sinónimo de esperança. Ainda que muitos morram, outros sejam repatriados e poucos consigam ficar. Andámos 9000 km de estrada, durante 20 dias, à procura dos sonhos e dos pesadelos de milhares de emigrantes clandestinos que buscam a emigração.
Fotografia, vídeo e texto: Nelson Garrido
- Autor:
Nelson Garrido
Fonte: Público
Adicionado em: 20 Julho 2010
Palavras associadas: clandestinos, emigrantes, ilegais, mauritânia, multimédia, mundo
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O que temos aí é só uma fracção da miséria espiritual e material do continente africano. Infelizmente, os países africanos(grande parte) são governados por pessoas sem visão, pseudo-líderes e corruptos, é essa cambada que condena dia após dia o continente africano. Como resultado, os jovens desesperam e afunilam-se no pensamento de conquistar alguma dignidade como seres humanos no velho continente. Essa juventude se tivesse acesso à informação e a educação, isso não aconteceria. Os lideres africanos só sabem roubar, roubar, roubar, e mais nada!!
Que triste planeta é este que o ser humano construiu. Uns têm tudo, outros não têm nada. Porque não intervir junto dos governos africanos para que governem melhor os seus países, pois concerteza não é por falta de recursos naturais. Este mundo é triste.
Aos críticos dos críticos: Não abordei no meu comentário a situação da migração na Mauritânia, nem procurei falar do país em si e muito menos dos africanos. A sra Cristina diz "morte e desalento" "esquecimento e ostracismo". O sr. Garrido escreve "almas de transição" "espaço sem tempo nem futuro". O âmago da visão actual europeia, mediática, e não só, sobre África, são esse tipo de expressões que tresandam a culpabilidade e pseudo-humanismo. Até que ponto estamos preparados para abrir essas fronteiras que mantém ali os "seres transitórios"? Até que ponto pressionaremos os governos e empresários europeus a terminarem com a estratrégia exploratória neo-liberal que viola desde há muito o continente africano? Os direitos humanos em todo o seu palavreado utópico olham antes de mais para o indivíduo ... certo. Mas estes indivíduos só podem granjear protecção desses direitos enquanto vítimas "ostracizadas e esquecidas", porque enquanto dignos representantes das suas terras ninguém os quer representar nesses media e comentários. O sr. Garrido e o jornal Público que façam algo sobre o empreendedorismo africano e que passem essa imagem positiva que a mim me foi exigida num comentário ...
a escravatura nao foi abolida... muitos ganham fortunas com este trafico! dinheiro sujo de sangue...
sr demred, o senhor é redundante! faça o favor de contribuir com alguma cosia positiva. Queria vê-lo se tivesse tido o azar de nascer na mauritânia...
sr demred, o senhor é redundante! faça o favor de contribuir com alguma cosia positiva. Queria vê-lo se tivesse tido o azar de nascer na mauritânia...
Sr demred redundante é o seu comentário. Especifique melhor se faz favor. O que é que o ofende na reportagem? Demagogia mascarada de direitos humanos? Está a dizer que a morte e desalento de milhares de pobres devem ser votados ao esquecimento e ostracismo? Sugere o quê? Um genocidiozinho discreto? Seja claro quando fala de demagogia no que respeita aos direitos humanos. Ou acha que estes só se aplicam a si e aos seus?
Boa tarde sr. Garrido. Eu gostaria de saber porque o senhor escolheu esse título. Para mim parece mostrar que os Africanos representam um perigro para os países europeus. Mas o vosso reportagem mostra que eles só querem uma vida melhor.
A vida é feita de momentos, de pessoas, de coisas... Parabens pelo trabalho...
Sr. Nelson Garrido. Além de nada trazer de novo ao panorama, é só por dizer que está enquadrada num jornal de grande visibvilidade, esta reportagem sofre de um problema comum no jornalismo. Aquilo que o senhor entende possivelmente como "dever de informar" não passa de desmedida superficialidade. A seguir... já sabemos que fará uma exposição qualquer de "fotojornalismo" em que eventualmente chegará a falar da "miséria" que viu durante 20 dias... e talvez não venha a digerir em condições as críticas deste género, porque de uma sociedade fragilizada escolhe o senhor a imagem do mais frágil... em que é diferente dos demagogos políticos? isto é demagogia mascarada de direitos humanos! fotografia predatória mascarada de documental!... e nesses ouvidos emprestados só soam as frases que já sabia ir encontrar. Documentar o apriorístico é uma redundância; como cada vez mais o trabalho jornalístico parece redundante!